Nos últimos anos, diversas empresas gaúchas enfrentaram desafios financeiros significativos e recorreram à recuperação judicial para reorganizar suas dívidas e manter suas operações.
Por diversas motivações, aumento de custos e até mesmo impacto ambientes, muitas companhia precisaram buscar por alternativas para garantir a continuidade das atividades.
Neste artigo, você conhecerá exemplos recentes de empresas que solicitaram esse procedimento, entendendo os motivos que levaram à decisão e as estratégias adotadas para se reestruturar.
Maxxi Econômica

Mais recentemente, a rede de farmácias Maxxi Econômica entrou com pedido de recuperação judicial, buscando reorganizar suas finanças.
Fundada em 1950, a empresa acumulou aproximadamente R$ 71 milhões em dívidas, principalmente junto a bancos, além de débitos tributários pendentes.
Além disso, a Maxxi Econômica enfrentou dificuldades devido à crise econômica causada pela pandemia, agravada por lojas severamente afetadas pelas enchentes de 2024.
O pedido de recuperação judicial visa garantir que a empresa possa reestruturar suas dívidas, preservar empregos e manter a confiança de fornecedores e clientes.
Keko Acessórios
Outro exemplo de empresa gaúcha que solicitou recuperação judicial é a Keko Acessórios, localizada em Flores da Cunha, especializada em acessórios para veículos.
A empresa entrou com o pedido em 2018, enfrentando uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 75 milhões, principalmente junto a bancos e credores do setor financeiro.
Além disso, a Keko Acessórios sofreu com a crise econômica e as altas taxas da Selic, que impactaram negativamente o mercado automotivo brasileiro.
Por isso, foram adotadas estratégias para renovar a empresa e restabelecer sua posição no mercado automobilístico, como redução de custos e renegociação de prazos.
Além disso, a empresa investiu em melhorias internas e manteve transparência com funcionários e fornecedores, fortalecendo a confiança em sua gestão.
No entanto, em dezembro de 2024, a empresa anunciou que a saída da recuperação judicial, demonstrando seu progresso na recuperação financeira.
Atualmente, a Keko concluiu as dívidas e projeta um crescimento de 170% para 2025, reforçando o impacto das medidas adotadas e a continuidade das operações.
Stemac Geradores

A Stemac, fabricante gaúcha de grupos geradores de energia, pediu recuperação judicial pela Justiça de Itumbiara, pois precisava reestruturar dívidas de aproximadamente R$ 700 milhões.
O objetivo da recuperação foi reorganizar a empresa e, além disso, preservar empregos e manter as operações, garantindo cumprimento das obrigações com credores e fornecedores.
Em 2019, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial e, posteriormente, ele foi homologado pela Justiça em dezembro do mesmo ano.
Entre 2018 e 2024, a empresa pagou R$ 36,2 milhões em dívidas trabalhistas e, consequentemente, recolheu mais de R$ 225 milhões em impostos.
Em agosto de 2024, a Stemac solicitou encerramento da recuperação judicial, concedido pela Justiça em novembro, devido ao cumprimento integral do plano.
Concluindo…
A recuperação judicial continua sendo um instrumento essencial de preservação da empresa e de manutenção da função social prevista na Lei nº 11.101/2005.
Mais do que uma medida emergencial, representa uma alternativa estratégica para reorganizar passivos, proteger empregos e garantir a continuidade da atividade econômica.
Dessa forma, os casos das empresas gaúchas reforçam a importância de uma assessoria jurídica especializada para conduzir o processo com transparência e segurança jurídica.
AL&T Advogados
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