Nos últimos anos, muitas empresas do varejo nacional vêm sofrendo com desafios como dívidas e até mesmo recuperação judicial, como no caso da Polishop.
A gigante do varejo vem acumulando dívidas tanto com fornecedores quanto com bancos, o que agrava significativamente sua situação financeira.
Além dos fatores econômicos, disputas societárias estratégicas pioraram o cenário, resultando em decisões judiciais drásticas contra o patrimônio da liderança.
Neste artigo, analisamos os desdobramentos desse conflito e as lições fundamentais sobre riscos e proteção patrimonial para o seu negócio.
LEIA MAIS: entenda a diferença entre recuperação judicial e extrajudicial.
Recuperação Judicial
Desde 2024, a Polishop está em recuperação judicial com dívidas que se acumularam ao longo dos últimos anos, além de empréstimos bancários.
Com a taxa Selic em patamares elevados e o cenário desafiador do varejo causado pela pandemia, a marca enfrentou uma queda de 70% em seu faturamento.
O momento difícil de 2020 também atingiu o fornecimento de produtos e suprimentos comprados de outros países.
Esse contexto resultou no fechamento de quase 300 lojas físicas, fazendo a empresa perder pontos de venda e receita, o que a obrigou a focar nas vendas via e-commerce.
Além disso, também foi necessário demitir mais de 2 mil funcionários a fim de reduzir custos com a folha de pagamento e outros tributos.
Até o momento, a Polishop negocia com credores, especialmente com o Banco Itaú, cuja dívida está estimada em cerca de R$ 1,9 milhão por falta de pagamento.
A empresa também enfrenta desafios com o processo movido pela Versuni Brasil LTDA. que cobra quase R$ 25 milhões de dívidas.
Disputa entre sócios
Além das dificuldades financeiras, uma disputa empresarial entre o fundador e um ex-sócio contribuiu para agravar a crise interna da companhia.
A briga societária ocorreu devido a divergências na participação acionária da empresa e a um desentendimento sobre o futuro do modelo de negócio e expansão.
Enfim, somada a todas essas problemáticas, a ausência de um Acordo de Sócios pode paralisar a empresa e acelerar a instabilidade do negócio.
Penhora de bens
Recentemente, a Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens pessoais do fundador e presidente da Polishop para garantir o pagamento da dívida.
Avaliada em mais de R$ 395 milhões, a execução fiscal busca assegurar que os credores recebam os valores devidos pela organização.
A decisão judicial ocorreu após a constatação de que a empresa não possuía ativos suficientes em suas contas para quitar os débitos pendentes.
Nesse sentido, a medida demonstra como o patrimônio pessoal dos sócios pode ser atingido quando a pessoa jurídica não consegue honrar compromissos financeiros.
Qual o futuro do varejista?
Neste momento, a nova estratégia adotada pela empresa é realizar a transição de lojas próprias físicas para franquias.
Dessa forma, a Polishop reduz custos operacionais, transfere a gestão direta dos pontos de venda e busca uma expansão mais ágil com capital de terceiros.
Por fim, a marca também adotou a estratégia de joint venture com a Wiz (WIZS3) em meados de 2023 a fim de comercializar produtos de seguridade e serviços financeiros em seus canais de venda.
Essa parceria visa diversificar as fontes de receita e aumentar a rentabilidade por cliente, aproveitando a capilaridade da marca no ambiente digital e físico.
Concluindo…
Enfim, o caso Polishop reforça que a gestão de uma grande marca exige mais do que sucesso comercial; demanda segurança jurídica e governança sólida.
Portanto, prevenir conflitos societários e estruturar o passivo de forma estratégica são medidas essenciais para evitar que a crise da empresa atinja o patrimônio pessoal dos sócios.
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