Acionistas minoritários: Entenda o impasse e como isso afetou a fusão da BRFS3

acionistas minoritários e a AL&T advogados.

Os acionistas minoritários estão no centro das discussões após a aprovação da fusão entre a BRF e a Marfrig, duas gigantes do setor alimentício.

Mesmo com a fusão aprovada, a resistência dos acionistas minoritários gerou debates sobre governança corporativa, transparência e impacto no valor das ações.

Esse cenário mostra como os acionistas minoritários continuam exercendo influência significativa, mesmo após a consolidação formal de uma fusão empresarial dessa magnitude.

Neste artigo, entenda o contexto da fusão, os questionamentos dos acionistas minoritários e o que esperar para o futuro das companhias.

Leia mais conteúdo de valor: reorganização societária é uma boa opção?

Entenda mais sobre essa fusão

As duas gigantes do setor alimentício mantinham relações comerciais importantes, já que o controlador da Marfrig também era o maior acionista da BRF.

Com o avanço do processo, a proposta prevê que a BRF deixe de atuar de forma independente e passe a operar como subsidiária da Marfrig.

Essa fusão de empresas representa um marco no setor alimentício brasileiro, unindo duas potências com presença global e marcas consolidadas no mercado interno.

No entanto, o processo enfrenta resistências dos acionistas minoritários, que demonstram preocupação com possíveis perdas de direitos e falta de transparência na negociação.

Mas afinal, como os acionistas minoritários se envolveram nessa história e qual o impacto deles no andamento dessa fusão entre as companhias?

É sobre isso que falaremos a seguir…

Acionistas minoritários 

Os acionistas minoritários são aqueles que detêm uma participação menor no capital social da empresa e, portanto, não exercem controle direto sobre as decisões estratégicas.

No caso da fusão entre BRF e Marfrig, muitos desses acionistas manifestaram preocupação com a falta de transparência no processo e com o possível desequilíbrio de poder após a incorporação.

Isso porque, com a BRF se tornando subsidiária da Marfrig, há receios de redução da influência desses investidores nas decisões e de mudanças na governança corporativa.

Além disso, parte dos minoritários questiona a avaliação financeira utilizada para a fusão, alegando que os valores atribuídos às ações podem não refletir o real valor de mercado da companhia.

Essas divergências têm gerado impasses e atrasos no avanço do processo.

Isso demonstra como o papel dos acionistas minoritários é fundamental para garantir equilíbrio e transparência nas negociações empresariais.

Entenda mais sobre a fusão

Em 5 de setembro de 2025, o Cade aprovou, sem restrições, a incorporação da BRF pela Marfrig, confirmando que a participação combinada das empresas não ultrapassa 20% nos mercados com sobreposição de atuação.

Agora, a Marfrig, que já era majoritária entre os acionistas da BRF, vai incorporar todas as ações que ainda não estavam sob controle.

Com receita líquida de R$ 160 bilhões, a fusão entre as duas empresas cria uma gigante de alimentos com foco em carnes processadas.

Entre as marcas estão Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, consolidando o portfólio das companhias sob um mesmo grupo de controle.

Concluindo…

A aprovação da fusão entre BRF e Marfrig marca um novo capítulo no setor alimentício brasileiro, unindo marcas fortes sob um mesmo grupo de controle. 

No entanto, o processo reforça também a importância de garantir que acionistas minoritários sejam ouvidos e protegidos em operações dessa magnitude.

Para evitar riscos e assegurar transparência nas decisões empresariais, é fundamental contar com o suporte de profissionais especializados.

AL&T Advogados

plugins premium WordPress
Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?