Recuperação Extrajudicial de Empresas: últimos casos no Brasil [2026]

Recuperação extrajudicial de empresas no Brasil com a AL&T Advogados

Com a alta dos juros, muitos negócios necessitaram protocolar um pedido de recuperação extrajudicial de empresas cresceu e possui previsão de aumentar ainda mais nos próximos anos.

Segundo dados do Serasa Experian, em 2025 foram 977 processos de recuperação judicial, 5,5% a mais comparado ao ano anterior.

Grandes grupos empresariais também recorreram aos mecanismos de recuperação previstos em lei para renegociar dívidas e reorganizar suas operações.

Neste artigo, confira alguns dos principais casos de recuperação extrajudicial que marcaram o cenário empresarial brasileiro em 2026.

Cooperativa Piá

Primeiramente, esse primeiro exemplo envolve um modelo diferente de reestruturação: a liquidação extrajudicial.

Diferentemente da recuperação judicial, esse mecanismo permite reorganizar a empresa sem a necessidade de um processo judicial tradicional.

Na prática, a medida suspende cobranças e ações judiciais, criando condições para renegociar dívidas e preservar as operações da organização.

Foi exatamente esse caminho que a Cooperativa Piá escolheu em 2026.

Com sede em Nova Petrópolis, a tradicional cooperativa do setor lácteo aprovou, por unanimidade, a liquidação extrajudicial com continuidade das atividades. 

A decisão ocorreu em meio a uma crise financeira marcada pelo elevado endividamento e pela redução do número de produtores associados.

Lupatech

A Lupatech é uma empresa de Caxias do Sul que atua como fornecedora de equipamentos e serviços para os setores de petróleo, gás e biocombustíveis.

O grupo, que chegou a reunir cerca de 20 empresas, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial envolvendo um passivo estimado em R$ 295 milhões.

Fundada há mais de 40 anos, a companhia produz válvulas, componentes em fibras sintéticas e outros equipamentos destinados à indústria de energia.

Essa não é a primeira vez que a empresa enfrenta dificuldades financeiras.

Em 2015, a Lupatech já havia recorrido ao processo de recuperação judicial em meio à crise que atingiu o setor de petróleo no país.

Desde então, a companhia passou por processos de reestruturação operacional e renegociação de dívidas na tentativa de recuperar sua capacidade financeira.

Agora, o novo pedido de recuperação extrajudicial busca reorganizar os compromissos com credores e garantir a continuidade das atividades da empresa.

Raízen

Por último, a empresa de produção de etanol e distribuição de combustível, Raízen, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial em março deste ano.

Com dívidas que ultrapassam os R$65 bilhões, a empresa pediu a recuperação em conjunto com os credores para a reestruturação do negócio.

Com isso, o plano de recuperação prevê a renegociação de parte dos compromissos financeiros junto aos credores.

Ou seja, o objetivo é reorganizar o fluxo de caixa da companhia e criar condições para manter os investimentos e as operações em andamento.

Além disso, a medida busca preservar a capacidade operacional da empresa enquanto ocorre a reestruturação das dívidas.

Concluindo…

Os recentes casos de recuperação extrajudicial demonstram que empresas de diferentes portes e segmentos podem enfrentar desafios financeiros capazes de comprometer a continuidade dos negócios.

No entanto, cada caso exige uma análise cuidadosa da situação econômica da empresa, da viabilidade do plano de reestruturação e da negociação com os credores.

Por isso, contar com assessoria jurídica especializada é fundamental para conduzir o processo com segurança e aumentar as chances de uma recuperação bem-sucedida.

AL&T Advogados

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