Em meados de 2024, o Grupo Casas Bahia entrou com um pedido de acordo extrajudicial para renegociar dívidas com seus credores.
Com o fechamento de várias lojas e vários cortes de gastos, a empresa busca reestruturar R$ 4,1 bilhões em dívidas.
Diferente da recuperação judicial, o acordo extrajudicial permite negociar diretamente com os credores, sem intervenção do Judiciário.
Por isso, neste artigo, vamos explicar tudo sobre esse pedido de negociação, as vantagens e quais foram os impactos no cenário empresarial brasileiro.
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Entenda mais sobre o caso
No final de abril de 2024, o Grupo Casas Bahia entrou com um pedido de acordo extrajudicial para renegociar dívidas com os bancos, que correspondiam a 54,5% dos créditos devidos.
A negociação foi homologada por um grupo selecionado que representa os credores perante a Justiça.
Com isso, o varejista conseguiu avançar na reestruturação financeira sem precisar recorrer à recuperação judicial, garantindo maior agilidade e flexibilidade na negociação das dívidas.
Essa estratégia permite que a empresa mantenha suas operações, preserve empregos e busque soluções que beneficiem tanto os credores quanto a própria companhia.
Foi estabelecido que os credores deveriam ser pagos em até 22 meses, com uma taxa de juros de 1,5% ao ano.
Ou seja, se a empresa não cumprir os pagamentos dentro do prazo, medidas legais podem ser acionadas pelos credores.
Desde então, o Grupo já iniciou o plano de reestruturação, que prevê o fechamento de 100 lojas e a demissão de cerca de 6 mil funcionários, como forma de equilibrar as finanças e ajustar a operação.
Essa estratégia busca melhorar o fluxo de caixa, equilibrar as contas da empresa e garantir mais segurança jurídica e perspectiva de crédito futuro.
Vantagens do acordo extrajudicial

O acordo extrajudicial é um instrumento importante e útil para empresas que precisam se reestabelecer financeiramente.
Dessa forma, as empresas podem negociar dívidas diretamente com os credores, definindo prazos e condições de pagamento de forma mais flexível.
Além disso, esse tipo de acordo evita processos judiciais longos e custosos, oferecendo uma solução mais ágil e eficiente para resolver conflitos financeiros.
Outra vantagem é que a negociação preserva o relacionamento entre empresa e credores, mantendo a credibilidade no mercado e a continuidade das operações.
Por fim, o acordo extrajudicial contribui para reduzir riscos de inadimplência e fortalece a saúde financeira da empresa, garantindo maior segurança para o negócio.
Concluindo…
Enfim, o acordo extrajudicial pode ser um caminho seguro, permitindo reorganizar dívidas sem recorrer à recuperação judicial.
No caso do Grupo Casas Bahia, que reúne 8 marcas diferentes, o plano busca estar em dia com os credores e manter a operação estável.
Aqui na AL&T Advogados, entendemos a importância de utilizar todos os recursos jurídicos disponíveis para encontrar soluções adequadas à realidade de cada empresa.
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