Com a atualização da NR-1 e a inclusão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, as empresas passaram a ter ainda mais atenção sobre a saúde mental dos colaboradores.
Em 2025, a Previdência Social concedeu mais de 540 mil afastamentos relacionados à saúde mental, conforme registros de benefícios vinculados aos códigos da CID-10.
Os dados alarmantes também preocupam empresas para apresentar boas práticas e gerenciamento de riscos ocupacionais.
Dito isso, vamos entender ao longo desse artigo os últimos dados do Brasil, estratégias que negócios podem – e devem – aderir para contornar a atual situação.
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Últimos dados
Segundo o Ministério da Previdência Social, o INSS concedeu 546.254 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais somente no ano passado.
Esse volume representa um aumento de 15% em relação a 2024, período em que gestores e especialistas já consideravam os índices preocupantes.
Os dados também mostram que o Rio Grande do Sul tem o segundo maior índice proporcional de afastamentos do país.
Isso significa que o estado registrou cerca de 416 afastamentos para cada 100 mil habitantes. Santa Catarina ocupa a primeira posição.
O cenário reforça a importância de ações voltadas à saúde mental no ambiente de trabalho.
Por isso, as empresas precisam investir na prevenção e no gerenciamento dos riscos psicossociais para reduzir afastamentos e promover mais qualidade de vida aos trabalhadores.
Como reverter?
O aumento dos afastamentos por transtornos mentais exige atenção das empresas. Hoje, a prevenção é uma necessidade estratégica para qualquer organização.
Além dos impactos na produtividade, os afastamentos geram custos operacionais. Equipes sobrecarregadas e processos interrompidos afetam os resultados do negócio.
Com a atualização da NR-1, os riscos psicossociais passaram a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Na prática, fatores como sobrecarga, pressão excessiva e conflitos internos precisam ser identificados e monitorados.
Por isso, investir em diagnósticos organizacionais e na capacitação de lideranças tornou-se fundamental.
Empresas que atuam preventivamente reduzem riscos, fortalecem a gestão de pessoas e atendem às exigências da legislação.
NR-01 e empresas
Como mencionamos anteriormente, maio de 2026 marcou o fim do período de adaptação para as empresas em relação aos riscos psicossociais previstos na NR-1.
A partir dessa atualização, fatores que afetam a saúde mental dos trabalhadores também devem ser considerados no gerenciamento de riscos ocupacionais.
A norma exige que as organizações identifiquem, avaliem e monitorem situações que possam comprometer o bem-estar psicológico das equipes.
Entre os principais riscos estão a sobrecarga de trabalho, a pressão excessiva por resultados, os conflitos interpessoais e a falta de clareza nas atribuições.
Além disso, condições como burnout, ansiedade e depressão passaram a exigir maior atenção das empresas.
O objetivo é implementar ações preventivas e reduzir os impactos na saúde dos trabalhadores e nos resultados do negócio.
Caso a empresa não implemente as medidas exigidas pela NR-1, ela poderá ser autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Além das multas, a organização pode enfrentar questionamentos durante fiscalizações e aumentar sua exposição a passivos trabalhistas relacionados à saúde ocupacional.
Concluindo…
Os números de afastamentos por transtornos mentais mostram que a saúde psicológica dos trabalhadores se tornou uma questão estratégica para as empresas.
Por isso, investir na prevenção contribui para reduzir afastamentos e também melhora o clima organizacional, aumentando a produtividade da equipe.
Por isso, empresas que ainda não adequaram seus processos devem revisar suas práticas de gestão e segurança ocupacional para evitar penalidades e garantir ambientes de trabalho mais saudáveis.
AL&T Advogados

